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quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Dia 26 - Hollywood - Último dia

Na segunda acordei mal, bem zuada de deprê. Fui até uma farmácia e perguntei onde teria uma clínica particular para eu conseguir a receita. E me deram o cartão da Hollywood Walk-in Clinic. Era bem perto. Eu tinha seguro saúde, mas esqueci de acionar, tava meio perturbada. A consulta lá foi $70 e o atendimento de primeira. A espera não foi grande, o local é bem confortável. Mas eu estava total fora de mim, tipo as lágrimas vinham sem controle, eu não conseguia parar. Tudo me desanimava, eu só queria ir embora pra casa. Quando fui chamada, a médica perguntou o que eu tinha, e eu expliquei que estava em tratamento contra depressão e que meu remédio tinha acabado, eu já estava a 3 dias sem ele, e precisava de uma receita. Mostrei a declaração do meu médico e ela perguntou se tinha acontecido algo pra eu ter essa recaída, e eu expliquei que já estava viajando a um tempo e fiquei com saudade de casa, dos meus gatos, amigos, só queria ir embora. Então ela me deu a receita e fui na farmácia. Em uma CVS o remédio estava $100 mas não tinham em estoque. Então sentei num banquinho e graças a internet maravilhosa que tem lá, fiz uma busca no maps de farmácias populares. Achei uma nas redondezas chamada Vine Discount Pharmacy. É uma farmácia de manipulação, entrei e perguntei se tinham o medicamento e disseram que sim e ia ficar $20. PUTA desconto! Mandei fazer, em 15 minutos ficou pronto. Assinei alguns termos e já tomei o remédio. Recomendo. Depois eu queria voltar no LACMA antes de ir embora pois no outro dia estava fechado.
Minhas malas já estavam arrumadas, eu já tinha feito o chek-out do hostel e tinha deixado lá as coisas até a hora do motorista do Hostel Hopper me levar pro aeroporto.
Almocei no Mc Donald´s perto da farmácia e fui pro LACMA. Chegando lá tudo era muito grande e tinha que pagar. Eu já estava sem grana e cansada, com medo de demorar muito e chegar atrasada no hostel. Então dei uma volta por lá mesmo e fui embora.









Essa água vitaminada é a melhor coisa que experimentei lá.

O motorista do Hostel Hopper chegou. Olhou pro tanto de mala e se espantou...rs 
Dessa vez eu não estava sozinha, tinha mais 2 passageiros no banco de trás, fui na frente. Um velho barbudo, de mais ou menos uns 70 anos e um menino magrelo de uns 20. O véio não parava de falar, com sotaque do Texas, sei lá. Meio que tava rolando um monólogo. O motorista ficava tentando mudar as músicas no pendrive dele pra curtir. Era gatinho, jovem, tinha um skatinho de slalom debaixo do banco. Só observei. Aí ele colocou RHCP! Aí tive que falar: Essa é minha banda favorita! Aí ele começou a conversar, ele falou que morava em Santa Monica, então eu disse que fiquei 2 semanas lá, que tinha gostado muito de Venice e que tinha ido pra Malibu, Topanga Beach. Aí ele: Quando você foi? Eu tô sempre lá, surfo lá. Aí falei e comentei que conheci um véio doido lá, e ele: "Você conheceu o Tommy (ou Taylor sei lá)? Não acredito! Ele é um figura, que legal!" Aí ele foi deixando o pessoal nos terminais e o meu era o último, ele disse: "Que pena que você já vai, quando vai voltar?!" aí eu: "Vai demorar viu, é mais fácil você ir pra lá!" rs
Trocamos facebook e pronto. Tipo, eu fico 1 mês nesse país e só rola uma paquera que valha a pena no último dia indo pro aeroporto?! Valeuuu Deusss! 
Chegando lá pra fazer o check-in na Delta, fui informada que teria uma taxa de milhagem pra pagar e que não poderia ser paga no balcão porque foram milhas transferidas. Era só que me faltava. Nesse trecho de L.A. para N.Y. eu tinha comprado as milhas da minha amiga Thaís, e acho que na hora que ela transferiu pra mim não pagou a taxa que era algo em torno de $5.  Aí lá vou eu ligar pra Thaís no Brasil, falar pelo whatsapp pra ela pagar pela internet senão eu não ia conseguir embarcar. No Brasil já era mais de 0h e não conseguiam fazer a transação, aí eu ligo pra central americana, explico a situação porque no balcão não estavam resolvendo. Aí tava uma enrolação, tava conversando com o segurança e falei pra ele: "Olha, você não conhece outra gerente aqui? Por que senão resolverem em 5 minutos eu juro que vou fazer barraco aqui."
Então ele disse que a outra gerente já estava chegando, e me apresentou a ela, aí dei um mini pití e ela conseguiu falar com a central e liberar pra eu pagar tudo lá. Além disso tive que pagar bagagem de vôo interno. Só grana!
Fiquei esperando o vôo e tinha cachorrinhos no terminal, que fofos. 




sexta-feira, 24 de julho de 2015

Dia 21 - Hollywood - Fairfax Highschool

Na quarta-feira minha programação era ir no LACMA (Los Angeles County Museum of Art) e no Farmers Market. Pra ir até lá era só um ônibus, mas o percurso tinha trânsito. Cheguei lá super empolgada e tava fechado. O único dia que o LACMA não abre é de quarta. Parabéns pra mim. Fiquei só na parte externa vendo a famosa instalação de Chris Burden, Urban Lights. O snapchat do LACMA é muito legal, lacma. Outro lugar que eu queria ir era no museu do carro que é em frente o LACMA, mas estava em reforma.



E a noite fica assim:


Enfim, tentaria depois outro dia. De lá fui para o Farmers Market. O The Original Farmers Market é tipo o Mercado Municipal aqui de São Paulo, embora eu ache o Mercadão muito mais rico. Tem várias barracas e restaurantes legais. E eu queria comer algo mais com cara de comida mesmo e foi aí que eu achei O LOCAL! Pampas Grill Churrascaria! Sim, uma churrascaria brasileira, com self service, com feijoada, churrasco e guaraná! Era disso que eu precisava, e ainda todos falavam português, uhuul! Eu já não aguentava mais falar inglês, não tinha visto muitos brasileiros na minha viagem inteira. E sem brincadeira, olhei todos os corredores e todos os restaurantes, o Pampas era o mais lotado, uma fila enorme. Todos queriam comer lá. A Chen não foi comigo porque ela já tinha ido, e até tinha comentado que tinha um restaurante que deveria ser bom porque a fila era grande. Era esse. Muito bom!


Aí fui comprar algumas frutas pra comer durante a semana. Comprei tangerina e uva sem caroço. Tinha melancia sem caroço também. Mas esqueci dos morangos. Minha mãe disse que os morangos de lá são grandes e bons. Mas esqueci.
Do lado do Farmers Market tem a The Grove. Que é uma rua antiga também, onde passava um bondinho, ainda tem, e virou um shopping a céu aberto. É charmosa, mas eu não me interessei em ficar lá, não queria ver lojas.


Como eu já estava na Fairfax, já aproveitei e fui visitar a Fairfax Highschool. A escola onde nasceu minha banda preferida: Red Hot Chili Peppers. Todas as avenidas em Los Angeles, são infinitas, então apesar de estar na mesma rua, tive que pegar o ônibus até a parte da escola. Não entrei na escola porque não queria pagar de louca, mas de fora dava pra ver todo o pátio, e algumas áreas. Fui mais pra conhecer onde tudo começou, afinal, no meu roteiro de L.A. também tem lugares icônicos do RHCP.


Formandos de 1980: Anthony Kiedis, Hillel Slovak, Jack Irons e Flea 
(a foto do Flea é de 1978 de outra escola porque ninguém sabe o motivo mas a foto dele não consta no yearbook da Fairfax)




Voltei pro hostel, comi algo, provavelmente algum congelado. E a noite era de videokê. Mas quando eu fui tomar banho, deu uma deprêzinha. Não sei porque do nada. Eu ainda estava em tratamento. Tanto é que nem queria ir na noite do videokê. O que significa que eu estou bem mal, porque eu AMO videokê. Conversei com a minha família no whatsapp, tava começando a dar saudade. Vi fotos dos meus gatos. Aí todos disseram pra eu ir no videokê. Convenci a Chen a ir comigo e fomos. Tinha umas au pairs italianas no nosso quarto e elas eram bem animadas, foram também. E tinha uma novinha alemã. A novinha era do rolê, já conhecia o hostel inteiro. A sala do videokê era do lado do meu quarto, então mesmo que eu quisesse dormir não conseguiria.
Estava super animado e tinha drinks na faixa. Só fiquei na coca-cola, afinal estava tomando remédios fortes. E todo mundo usava aqueles copos grandes vermelhos, bem de filme americano. 
O comichão pra cantar começou a subir por todo meu corpo. Mas nenhuma das meninas tinha coragem de ir comigo. Então vi uma senhora, que deve ser algo do hostel, não sei. Super animada, cantando todas, falei pra ela cantar comigo. Fechou! Cantei a minha música clássica do Iggy Pop, Candy. 
Aí os caras do hostel sempre faziam alguma coisa pra animar, chamaram todas as mulheres pro palco, aí colocaram Spice Girls! Depois colocaram todos os homens no palco e colocaram Backstreet Boys! Fora que tinha umas figuras lá. Uns havaianos comédias, um carinha meio gay que só ficava dançando e cantando sensual. Depois de um tempo, já tinha uma galera bêbada, aí qualquer música que cantavam, o povo que se identificava já subia no palco e cantava junto, começava a zuar e se metia.
Na hora que foram cantar Dani California do Red Hot, nem precisa dizer que fui lá. Basta ver o vídeo abaixo.








Nesse dia também conheci alguns brasileiros que estavam lá, 2 de São Paulo e 1 de Minas Gerais. Mais uma vez da minha vida a música do Red Hot Chili Peppers me animou em momentos de bad. A melhor coisa que eu fiz foi ter saído do quarto. E eu simplesmente amo esse hostel (Banana Bungalow).