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quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Dia 23 - Hollywood - Under The Bridge

Na sexta tirei o dia pra ir ao centro de L.A. E eu queria conhecer a suposta ponte na música "Under The Bridge" do RHCP. De acordo com várias pesquisas, essa ponte fica no MacArthur Park. Tem a estação do metrô do lado desse parque. Fui de manhã. Cheguei lá umas 11h. O lugar em si é bonito, tem um lago grande e vários animais. Mas as pessoas que frequentam são sinistras. Vários grupos juntos em cada canto, mendigos, craqueiros (falo craqueiros mas sei lá que droga usam). Logo que eu cheguei passou um senhor numa bicicleta e me perguntou se eu tinha ido comprar algo. Fui logo sentar perto de um parquinho com umas babás chicanas. Achei a ponte, e dei mais um volta e já queria ir embora...rs. Essa estação é cheia de camelô, mendigo, imigrante, parece a Sé, mas mais feia mas mais limpa.








Depois fui para o MOCA (Museum of Contemporary Art). Desci na estação Civic Center, e passei em frente ao Walt Disney Concert Hall.


Walt Disney Concert Hall


Bolo Red Velvet e Limonada no MOCA

The Geffen Contemporary at MOCA

O MOCA é um museu bem legal, tem várias partes, e eu só fui nessa e no Geffen, a outra unidade era longe. No dia não tive muita sorte com as exposições. Não estava muito interessante. Então fui visitar o Grand Central Market que fica em frente ao Angels Flight, a menor ferrovia. Super histórica, pois não funciona mais. Era só pra facilitar a subida de um trecho ao outro, foi aberta em 1901. E desde então ela vive abrindo e fechando devido a inúmeros motivos.




 
Angels Flight


O Grand Central Market é bem igual essa foto. É tipo um mercadão, menor e mais bagunçado que o Farmer´s Market. Tem muitos restaurantes também. Vi um que servia uma porção de polvo temperado. Pedi. Me ferrei, PURA PIMENTA. Qual é o problema dessa gente? Não dá pra sentir o gosto, a coisa fica queimando na boca.


Depois andei um pouco pelo bairro japonês e fui numa loja que minha amiga Thaís pediu pra eu ir e trazer uns gelzinhos de mão pra ela. A Bath & Body Works. A mais próxima era na 7th Street, no shopping FIGAT7TH. Pertinho da estação também. Nem sabia da existência dessa loja, e é muitooo cheirosa, bonita e fofa. Comprei o que era pra comprar e na saída vejo uma TARGET. Tive que entrar. As coisas não eram baratas, mas tinha muita coisa legal, como leggings diferentes, meias, comprei uma camisa de flamingos essas coisas. E eu queria ir no cinema mais tarde.
Voltei pro hostel, tomei banho e saí. Tem um cinema muito bonito na Sunset, perto da Amoeba. O ArcLight. Estava passando o filme Dior and I, sobre a coleção de estreia do estilista Raf Simon na Dior, um documentário. Lógico que assisti. E amei, me identifiquei muito. Stress, correria, drama, pressão. Bem os bastidores da moda.








sexta-feira, 24 de julho de 2015

Dia 21 - Hollywood - Fairfax Highschool

Na quarta-feira minha programação era ir no LACMA (Los Angeles County Museum of Art) e no Farmers Market. Pra ir até lá era só um ônibus, mas o percurso tinha trânsito. Cheguei lá super empolgada e tava fechado. O único dia que o LACMA não abre é de quarta. Parabéns pra mim. Fiquei só na parte externa vendo a famosa instalação de Chris Burden, Urban Lights. O snapchat do LACMA é muito legal, lacma. Outro lugar que eu queria ir era no museu do carro que é em frente o LACMA, mas estava em reforma.



E a noite fica assim:


Enfim, tentaria depois outro dia. De lá fui para o Farmers Market. O The Original Farmers Market é tipo o Mercado Municipal aqui de São Paulo, embora eu ache o Mercadão muito mais rico. Tem várias barracas e restaurantes legais. E eu queria comer algo mais com cara de comida mesmo e foi aí que eu achei O LOCAL! Pampas Grill Churrascaria! Sim, uma churrascaria brasileira, com self service, com feijoada, churrasco e guaraná! Era disso que eu precisava, e ainda todos falavam português, uhuul! Eu já não aguentava mais falar inglês, não tinha visto muitos brasileiros na minha viagem inteira. E sem brincadeira, olhei todos os corredores e todos os restaurantes, o Pampas era o mais lotado, uma fila enorme. Todos queriam comer lá. A Chen não foi comigo porque ela já tinha ido, e até tinha comentado que tinha um restaurante que deveria ser bom porque a fila era grande. Era esse. Muito bom!


Aí fui comprar algumas frutas pra comer durante a semana. Comprei tangerina e uva sem caroço. Tinha melancia sem caroço também. Mas esqueci dos morangos. Minha mãe disse que os morangos de lá são grandes e bons. Mas esqueci.
Do lado do Farmers Market tem a The Grove. Que é uma rua antiga também, onde passava um bondinho, ainda tem, e virou um shopping a céu aberto. É charmosa, mas eu não me interessei em ficar lá, não queria ver lojas.


Como eu já estava na Fairfax, já aproveitei e fui visitar a Fairfax Highschool. A escola onde nasceu minha banda preferida: Red Hot Chili Peppers. Todas as avenidas em Los Angeles, são infinitas, então apesar de estar na mesma rua, tive que pegar o ônibus até a parte da escola. Não entrei na escola porque não queria pagar de louca, mas de fora dava pra ver todo o pátio, e algumas áreas. Fui mais pra conhecer onde tudo começou, afinal, no meu roteiro de L.A. também tem lugares icônicos do RHCP.


Formandos de 1980: Anthony Kiedis, Hillel Slovak, Jack Irons e Flea 
(a foto do Flea é de 1978 de outra escola porque ninguém sabe o motivo mas a foto dele não consta no yearbook da Fairfax)




Voltei pro hostel, comi algo, provavelmente algum congelado. E a noite era de videokê. Mas quando eu fui tomar banho, deu uma deprêzinha. Não sei porque do nada. Eu ainda estava em tratamento. Tanto é que nem queria ir na noite do videokê. O que significa que eu estou bem mal, porque eu AMO videokê. Conversei com a minha família no whatsapp, tava começando a dar saudade. Vi fotos dos meus gatos. Aí todos disseram pra eu ir no videokê. Convenci a Chen a ir comigo e fomos. Tinha umas au pairs italianas no nosso quarto e elas eram bem animadas, foram também. E tinha uma novinha alemã. A novinha era do rolê, já conhecia o hostel inteiro. A sala do videokê era do lado do meu quarto, então mesmo que eu quisesse dormir não conseguiria.
Estava super animado e tinha drinks na faixa. Só fiquei na coca-cola, afinal estava tomando remédios fortes. E todo mundo usava aqueles copos grandes vermelhos, bem de filme americano. 
O comichão pra cantar começou a subir por todo meu corpo. Mas nenhuma das meninas tinha coragem de ir comigo. Então vi uma senhora, que deve ser algo do hostel, não sei. Super animada, cantando todas, falei pra ela cantar comigo. Fechou! Cantei a minha música clássica do Iggy Pop, Candy. 
Aí os caras do hostel sempre faziam alguma coisa pra animar, chamaram todas as mulheres pro palco, aí colocaram Spice Girls! Depois colocaram todos os homens no palco e colocaram Backstreet Boys! Fora que tinha umas figuras lá. Uns havaianos comédias, um carinha meio gay que só ficava dançando e cantando sensual. Depois de um tempo, já tinha uma galera bêbada, aí qualquer música que cantavam, o povo que se identificava já subia no palco e cantava junto, começava a zuar e se metia.
Na hora que foram cantar Dani California do Red Hot, nem precisa dizer que fui lá. Basta ver o vídeo abaixo.








Nesse dia também conheci alguns brasileiros que estavam lá, 2 de São Paulo e 1 de Minas Gerais. Mais uma vez da minha vida a música do Red Hot Chili Peppers me animou em momentos de bad. A melhor coisa que eu fiz foi ter saído do quarto. E eu simplesmente amo esse hostel (Banana Bungalow).