No dia seguinte não desisti de Malibu, quis ir até o píer de Malibu Beach. Depois da escola fui pra lá. É o mesmo ônibus, só descer mais pra frente. O píer fica em frente o Jack in the Box. Que por sinal é um lixo. Antes de ir pra praia, passei nessa lanchonete e comprei um lanche tipo Mc Chicken deles. Cheguei na praia, sentei, tava um puta vento de novo. Dei uma mordida no lanche e parecia que minha língua tava queimando de tão apimentado que tava. Eu não conseguia sentir gosto de nada, e tava morrendo de fome porque já era umas 16h. Não dava, dei duas mordidas e joguei pras gaivotas. Nossa, nunca mais faço isso também, porque do nada começou a pousar um mar de gaivotas e pombos ao meu redor. Eu jogava um pedaço pra gaivota e vinha um pombo na frente e pegava. Não conseguia mais espantar, tinha algumas pessoas nessa praia e ficaram dando risada. Aí joguei o resto do lance no lixo (sim, lá tem lata de lixo na praia). Mas os pombos não se davam por vencidos ficavam me rodeando pra ver se tinha mais alguma coisa. Bicho chato. No píer de Malibu não tem nada, só um restaurante. A praia tem bastante pedra e a orla é curta. Mas é sossegada e o mar é bem azul escuro. Só que pra variar estava ventando muito.
Aí depois de um tempo me deu os 5 minutos e fui embora. Ainda tinha um trabalho pra apresentar no dia seguinte sobre um TED Talk, então ia ficar de boa no hostel. E nada de calor de 25 graus ainda.
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quinta-feira, 18 de junho de 2015
quarta-feira, 10 de junho de 2015
Dia 13 - Santa Monica - Topanga Beach (Malibu)
Na terça decidi descansar em Malibu, já que tinha visto que era fácil chegar. Escolhi a Topanga State Beach. Cheguei da escola, coloquei o biquíni, um vestido longo e fui toda otimista pra praia. No ônibus tinha umas 3 garotas que pareciam que nunca tinham pego ônibus, cheias de malas, não conseguiam se equilibrar, não sabiam onde colocar as malas, o motorista tava nervoso com elas. Porque estavam bloqueando a passagem, estavam separando o dinheiro, nossa uma bagunça, e o motorista explicava o que tinha que fazer e elas perdidas, mas não eram gringas. Aí um senhor que tava na minha frente ajudou elas. E logo em seguida quando voltou pro lugar me olhou e começou a puxar papo: "Nice sleeves!", elogiando minhas tatuagens do braço. Eu só agradeci. Então ele, cara de surfista véio, virou pra trás e começou a conversar. Falando que tinha gostado do meu estilo e de onde eu era. Aí falei do Brasil, pra quê né? "Brasil, lindas mulheres". Então ele perguntou pra onde eu tava indo e eu falei Topanga Beach. Aí ele: "Sério?! Eu também. Eu tenho um trailer lá, minha casa foi incendiada nos anos 80. E eu comprei o trailer. Eu já fui figurante no seriado S.O.S Malibu, conheci a Pamela Anderson, ela mora aqui perto. Eu surfei muito. Conheci alguns dos Z-Boys. Faço colares com conchas e blablabla."
Claro que não tudo de uma vez, ele foi falando e eu perguntando. E ao mesmo tempo que ele ia me contando as histórias ele tirava do bolso um celular velho e mostrava as fotos antigas que ele comentava. Aí chegou no nosso ponto, descemos e ele foi me mostrar o melhor lugar pra descansar na praia, porque tava ventando pra porra (pra variar). Ele me mostrou um lugar que não batia tanto vento e tal. Aí ele percebeu que tinha esquecido a mochila dele no ônibus. "Meu Deus! Minha mochila! Meus remédios! Preciso alcançar aquele ônibus!" Então ele pegou o trailer dele e tentou alcançar o ônibus. O nome dele era Tommy ou Taylor, sei lá. Se as histórias eram reais ou não, não sei, mas o lugar que menos ventava nessa praia era o local que ele me indicou.
Fiquei lá e dormi. Queria muito relaxar na praia, super vazia, silenciosa. Perfeita. A não ser o vento. Depois de umas 3 horas, comecei a ouvir uma movimentação na praia, abri os olhos, e eu tava rodeada de kitesurfers. Não tava entendendo nada, um monte de cara com uns trecos gigantes, cheios de linhas e uma prancha. Mas eram até que silenciosos. Fiquei olhando um pouco. Eu queria ir embora já, mas não dava pra passar no meio deles. Fiquei esperando um pouco. Aí quem aparece??? O doido! "Você ainda está aí?!" Falei que já estava indo embora, e ele disse que conseguiu recuperar a mochila mas teve que ligar na cia. de ônibus porque não achava o motorista do ônibus que estávamos. Aí ele esperou no ponto até ele voltar. Só comentei com ele: "Se fosse no Brasil você jamais veria sua mochila novamente".
Aí fui embora e peguei um puta trânsito na PCH. Nossa, parecia marginal Tietê. Demorei pra chegar. Cheguei no hostel e encontrei o canadense, falei que eu ia no Bubba Gump a noite, ele disse que também queria ir. Fui pro quarto e a espanhola tava lá sozinha. Ela sempre ficava olhando pro nada e quieta. Aí chamei ela pra ir no Bubba Gump também e ela topou. Ela chama Maria. E estava estudando pra prestar um concurso público em Madri, mas tinha que fazer uma tese, algo assim.
O Bubba Gump é um restaurante temático do filme Forrest Gump, especializado em camarão. Tem tudo de camarão. Eu e o canadense rachamos 2 pratos porque tínhamos o mesmo gosto. Pedimos um lanche que vinha tipo numa baguete com camarões empanados dentro e salada, e uma porção igual essa da foto acima. Tinha coco, não curti. Mas o lanche tava muito bom, e tomei um smoothie de frutas vermelhas, muito bom também. A espanhola quis tomar uma sopa. E água, porque é grátis.
E depois fiz a foto clássica na frente do restaurante no banco do Forrest. A comida é bem gostosa. Vale a pena ir.
Claro que não tudo de uma vez, ele foi falando e eu perguntando. E ao mesmo tempo que ele ia me contando as histórias ele tirava do bolso um celular velho e mostrava as fotos antigas que ele comentava. Aí chegou no nosso ponto, descemos e ele foi me mostrar o melhor lugar pra descansar na praia, porque tava ventando pra porra (pra variar). Ele me mostrou um lugar que não batia tanto vento e tal. Aí ele percebeu que tinha esquecido a mochila dele no ônibus. "Meu Deus! Minha mochila! Meus remédios! Preciso alcançar aquele ônibus!" Então ele pegou o trailer dele e tentou alcançar o ônibus. O nome dele era Tommy ou Taylor, sei lá. Se as histórias eram reais ou não, não sei, mas o lugar que menos ventava nessa praia era o local que ele me indicou.
Fiquei lá e dormi. Queria muito relaxar na praia, super vazia, silenciosa. Perfeita. A não ser o vento. Depois de umas 3 horas, comecei a ouvir uma movimentação na praia, abri os olhos, e eu tava rodeada de kitesurfers. Não tava entendendo nada, um monte de cara com uns trecos gigantes, cheios de linhas e uma prancha. Mas eram até que silenciosos. Fiquei olhando um pouco. Eu queria ir embora já, mas não dava pra passar no meio deles. Fiquei esperando um pouco. Aí quem aparece??? O doido! "Você ainda está aí?!" Falei que já estava indo embora, e ele disse que conseguiu recuperar a mochila mas teve que ligar na cia. de ônibus porque não achava o motorista do ônibus que estávamos. Aí ele esperou no ponto até ele voltar. Só comentei com ele: "Se fosse no Brasil você jamais veria sua mochila novamente".
Aí fui embora e peguei um puta trânsito na PCH. Nossa, parecia marginal Tietê. Demorei pra chegar. Cheguei no hostel e encontrei o canadense, falei que eu ia no Bubba Gump a noite, ele disse que também queria ir. Fui pro quarto e a espanhola tava lá sozinha. Ela sempre ficava olhando pro nada e quieta. Aí chamei ela pra ir no Bubba Gump também e ela topou. Ela chama Maria. E estava estudando pra prestar um concurso público em Madri, mas tinha que fazer uma tese, algo assim.
O Bubba Gump é um restaurante temático do filme Forrest Gump, especializado em camarão. Tem tudo de camarão. Eu e o canadense rachamos 2 pratos porque tínhamos o mesmo gosto. Pedimos um lanche que vinha tipo numa baguete com camarões empanados dentro e salada, e uma porção igual essa da foto acima. Tinha coco, não curti. Mas o lanche tava muito bom, e tomei um smoothie de frutas vermelhas, muito bom também. A espanhola quis tomar uma sopa. E água, porque é grátis.
E depois fiz a foto clássica na frente do restaurante no banco do Forrest. A comida é bem gostosa. Vale a pena ir.
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segunda-feira, 1 de junho de 2015
Dia 12 - Santa Monica - Getty Villa (Malibu)
Na segunda-feira (13/04), fui visitar o museu Getty Villa, em Malibu. Na verdade é no bairro Pacific Palisades de Los Angeles, mas todo mundo já chama de Malibu. Pra visitar esse museu, você precisa entrar no site e agendar a visita, pois eles tem número limitado de visitantes. Então você imprime o agendamento e vai. A entrada é franca. Se você for a pé, você desce no ponto de ônibus, entra pelo portão, mas precisa aguardar o shuttle até a entrada do museu que fica na montanha. Não é permitido caminhar até lá. Se você for de carro tem que pagar estacionamento.
Esse museu é dedicado à cultura grega, romana e etrusca. Não é de pinturas, mas de esculturas e objetos dessa época. Além de lindos jardins.
O lugar é muito legal, quieto e lindo! Eu amei esse museu. Vale a pena visitar, sem dúvida.
Pra ir do hostel até lá foi muito simples, apenas 1 ônibus, daquele de $1 e não demorou mais que 20 minutos. Foi bem rápido. Pra voltar já teve um trânsito. A Pacific Coast Highway tem bastante trânsito no fim da tarde.
A noite tinha noite burlesca num pub lá perto. Entrada de graça pelo hostel e desconto. Decidi ir, socializar um pouco. No meu quarto ninguém quis ir, então fui sozinha. Além de mim, foram 2 rapazes do hostel, 1 canadense e 1 grego. Então veio um moço do pub nos levar pra lá. É bem perto, o pub chama Britannia Pub.
Fiquei trocando ideia com os meninos, mas o canadense era muito tímido e o grego era meio sério. Eu queria tomar uma caipirinha, mas com certeza não tinha lá. Então falei como eu queria o drink e o cara fez, uma caipiroska que ele chamou de martini, ok.
Aí depois a gente já tava conversando mais. O grego chama Yanni e mora em Idaho, e o canadense Pierre. Depois juntou um turco que tava lá no bar bebendo todas, porque a namorada dele tinha terminado com ele e ele se mudar pra NY. E com ele um amigo dele de lá mesmo que trabalha com iluminação de palco.
Enfim, vimos o show burlesco das meninas do The Dollface Dames. Eu esperava algo mais retrô, mas mesmo assim foi divertido e as músicas eram boas.
O canadense foi embora quase 0h. Eu também ia, mas aí fiquei conversando com o turco, que era muito engraçado, e depois todo mundo ficou lá fora conversando. Aí vieram uns mendigos loucos falar merda. Depois tinha uma menina que parecia chinesa, tinha brigado com namorado, sei lá, tava bebassa, e ficava caindo na rua, sentando no chão. Até que chegou o namorado e levou ela embora, porque ela não sabia onde tava. Saimos de lá quase 3h e eu tinha aula no dia seguinte. Mas foi divertido e eu não tinha saído a noite nenhum dia.
Esse museu é dedicado à cultura grega, romana e etrusca. Não é de pinturas, mas de esculturas e objetos dessa época. Além de lindos jardins.
Pra ir do hostel até lá foi muito simples, apenas 1 ônibus, daquele de $1 e não demorou mais que 20 minutos. Foi bem rápido. Pra voltar já teve um trânsito. A Pacific Coast Highway tem bastante trânsito no fim da tarde.
A noite tinha noite burlesca num pub lá perto. Entrada de graça pelo hostel e desconto. Decidi ir, socializar um pouco. No meu quarto ninguém quis ir, então fui sozinha. Além de mim, foram 2 rapazes do hostel, 1 canadense e 1 grego. Então veio um moço do pub nos levar pra lá. É bem perto, o pub chama Britannia Pub.
Fiquei trocando ideia com os meninos, mas o canadense era muito tímido e o grego era meio sério. Eu queria tomar uma caipirinha, mas com certeza não tinha lá. Então falei como eu queria o drink e o cara fez, uma caipiroska que ele chamou de martini, ok.
Aí depois a gente já tava conversando mais. O grego chama Yanni e mora em Idaho, e o canadense Pierre. Depois juntou um turco que tava lá no bar bebendo todas, porque a namorada dele tinha terminado com ele e ele se mudar pra NY. E com ele um amigo dele de lá mesmo que trabalha com iluminação de palco.
Enfim, vimos o show burlesco das meninas do The Dollface Dames. Eu esperava algo mais retrô, mas mesmo assim foi divertido e as músicas eram boas.
O canadense foi embora quase 0h. Eu também ia, mas aí fiquei conversando com o turco, que era muito engraçado, e depois todo mundo ficou lá fora conversando. Aí vieram uns mendigos loucos falar merda. Depois tinha uma menina que parecia chinesa, tinha brigado com namorado, sei lá, tava bebassa, e ficava caindo na rua, sentando no chão. Até que chegou o namorado e levou ela embora, porque ela não sabia onde tava. Saimos de lá quase 3h e eu tinha aula no dia seguinte. Mas foi divertido e eu não tinha saído a noite nenhum dia.
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