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segunda-feira, 22 de junho de 2015

Dia 16 - Santa Monica - Último dia de aula

Na sexta foi meu último dia de aula, meu e do Suíço, Claudio, que ficou 2 meses senão me engano. Recebi a avaliação, agradeci a todo mundo e fui almoçar. Adorei o curso, mesmo pouco tempo, aprendi coisas bem específicas de usos específicos que só um professor americano mesmo poderia explicar. Não fiz o exame de saída, pois era o mesmo de entrada e como fiquei pouco tempo achei desnecessário. Mas valeu a pena.




Eu tava querendo a muito tempo comer mariscos lá. Mas o que mais achava era o vôngole. É diferente. E não poderia ser em lugar caro né, então fiquei vasculhando tudo e achei um restaurante japonês que vendia marisco cozido com molho. E o preço tava bom.
Esse restaurante fica dentro de uma galeriazinha na 3rd Street Promenade, onde tem o Mc Donald´s, é um corredorzinho e você senta num balcão.
Demorou pra fazer o raio do marisco, e quando olho na cozinha, tinha um chefão que parecia chinês e os resto tudo mexicano. Quando chegou o prato, tava com uma cara muito boa e o cheiro também. Fui com tudo. Só faltava eu cuspir fogo de tão quente e apimentado que aquilo tava.


Tava muito gostoso, gratinado, o molho era gostoso, mas a pimenta estragou. Pimenta demais. Demorei tanto pra comer. Mas não ia deixar no prato, tava com muita vontade de marisco.
Depois disso fui dar uma volta nas lojas e fazer pesquisa de tendência. O que mais não tinha vontade de fazer mas como estava nos meus últimos dias lá, resolvi fazer. Entrei nas principais lojas que tinham infantil e tirei algumas fotos e mandei pro meu chefe, pronto. Missão cumprida.
A noite teve a noite do churrasco = hambúrguer. A Maria foi comigo também, mas eu disse que iria de qualquer maneira na roda gigante. Ele foi comigo no píer mas não foi na roda gigante. Comprei alguns souvenirs. E fui embora, no sábado: Venice de novo!















Dia 15 - Santa Monica - Museum of Tolerance

Na quinta de manhã apresentei o meu trabalho a respeito de uma TED talk que o tema era "O que pode salvar a floresta? Seu celular usado." Segue aqui o link ->  https://www.ted.com/talks/topher_white_what_can_save_the_rainforest_your_used_cell_phone
E fui muito bem na apresentação, só errei uma palavra. O uso dela aliás, errei o uso do "too". Teria que ter usado "so" naquela situação. Fiquei em segunda da classe, pois uma árabe não errou nada, mas ela já estava lá a quase 1 ano, não vale...rs
Depois da aula fui visitar o Museum of Tolerance (Museu da Tolerância). Não era perto, mas dava pra ir com 1 ônibus só. Fica em Los Angeles no bairro Pico-Robertson. Esse museu é um laboratório de direitos humanos e centro educacional dedicado a explicar o Holocausto para as novas gerações tanto no contexto histórico quanto no contemporâneo e enfrentar todos os tipos de preconceito e discriminação em nosso mundo hoje.
Tem 2 tipos de ingresso, 1 pra entrar no museu e ver as exposições e materiais gerais e outro para a exposição da Anne Frank. Que são 3 partes. E foi essa que fui ver. É $15,50. Conta toda a história dela, com vídeos, fotos, peças interativas, objetos pessoais e da época, painéis. É bem dinâmica e muitos grupos escolares vão lá.












 Depois fui embora e vi algumas coisas bizarras no caminho:


esse look no ônibus

El Super Taco = Desenho do Chaves

Enfim, quando cheguei em Santa Monica, ainda estava claro e uma das coisas que eu ainda precisava fazer era ir na roda gigante. De dia e de noite. Fui na roda gigante.










Só que eles têm uma regra que você não pode ir sozinha na roda gigante, então eu fui com uma funcionária do parque. Muito simpática, zuei ela: "Esse trabalho é bom hein?!" Ela deu risada, aí eu disse que ia voltar a noite, E ela disse que iria de novo se eu voltasse. Depois fui comer um hot-dog na lanchonete do parque mesmo, bem na entrada do parque. O combo vem com batata, refri e o dog. Peguei o dog na mão e vi uma mancha de mofo no pão. Pedi pra trocar. Trocaram. O hot-dog deles não tem graça, porque não tem nada demais é só o pão e a salsicha e aí você coloca catchup, mostarda e maionese. Aí veio um mendigo pedir um dog, eu disse que tava muito caro que não dava. Dólar a mais de R$3,00 não é fácil querido. Depois comi o dog, a coca tava inteira porque vem muito e a batata era ruim que só. Procurei o mendigo e dei pra ele a coca e a batata. Comida ruim, que horror!
A noite foi a noite do macarrão, falei pra Maria, a espanhola, pra ela aproveitar porque come a vontade e toma limonada por $5. Aí ela foi. Aí encontrei o canadense, Pierre e disse que ia na roda gigante depois de jantar. E ele também queria ir. A espanhola não queria ir na roda gigante de jeito nenhum, disse que tinha medo e saiu fora.
Aí o canadense disse que antes ia jogar sinuca com uns amigos dele, nesse meio tempo ouvi umas meninas falando português na cozinha! Até que enfim vou falar português aqui, pensei. Puxei papo e elas tinham vindo do Hawaii ♥ 
Outro lugar que PRECISO ir antes de morrer. Ficamos conversando, trocando ideia. Muito simpáticas também. Senão me engano eram de Brasília. Quando vi já eram 22h. Aí o Pierre veio falar se a gente ainda ia na roda gigante, falei que sim. Chegamos lá e tava fechada, só de sexta, sábado e domingo fica até mais tarde. Os outros dias só até às 19h. Ahhh, no caminho tava o mendigo que tinha dado a coca e a batata, e ele me cumprimentou e eu cumprimentei de volta. O Pierre olhou pra minha cara tipo: "você conhece o mendigo?" Aí já expliquei antes que eu pegasse fama de craqueira.
Aí fomos tomar sorvete e voltamos pro hostel, eu disse que ia tentar ir na sexta. Mas ele ia num jogo de baseball, ou algo assim. 






quarta-feira, 10 de junho de 2015

Dia 13 - Santa Monica - Topanga Beach (Malibu)

Na terça decidi descansar em Malibu, já que tinha visto que era fácil chegar. Escolhi a Topanga State Beach. Cheguei da escola, coloquei o biquíni, um vestido longo e fui toda otimista pra praia. No ônibus tinha umas 3 garotas que pareciam que nunca tinham pego ônibus, cheias de malas, não conseguiam se equilibrar, não sabiam onde colocar as malas, o motorista tava nervoso com elas. Porque estavam bloqueando a passagem, estavam separando o dinheiro, nossa uma bagunça, e o motorista explicava o que tinha que fazer e elas perdidas, mas não eram gringas. Aí um senhor que tava na minha frente ajudou elas. E logo em seguida quando voltou pro lugar me olhou e começou a puxar papo: "Nice sleeves!", elogiando minhas tatuagens do braço. Eu só agradeci. Então ele, cara de surfista véio, virou pra trás e começou a conversar. Falando que tinha gostado do meu estilo e de onde eu era. Aí falei do Brasil, pra quê né? "Brasil, lindas mulheres". Então ele perguntou pra onde eu tava indo e eu falei Topanga Beach. Aí ele: "Sério?! Eu também. Eu tenho um trailer lá, minha casa foi incendiada nos anos 80. E eu comprei o trailer. Eu já fui figurante no seriado S.O.S Malibu, conheci a Pamela Anderson, ela mora aqui perto. Eu surfei muito. Conheci alguns dos Z-Boys. Faço colares com conchas e blablabla."
Claro que não tudo de uma vez, ele foi falando e eu perguntando. E ao mesmo tempo que ele ia me contando as histórias ele tirava do bolso um celular velho e mostrava as fotos antigas que ele comentava. Aí chegou no nosso ponto, descemos e ele foi me mostrar o melhor lugar pra descansar na praia, porque tava ventando pra porra (pra variar). Ele me mostrou um lugar que não batia tanto vento e tal. Aí ele percebeu que tinha esquecido a mochila dele no ônibus. "Meu Deus! Minha mochila! Meus remédios! Preciso alcançar aquele ônibus!" Então ele pegou o trailer dele e tentou alcançar o ônibus. O nome dele era Tommy ou Taylor, sei lá. Se as histórias eram reais ou não, não sei, mas o lugar que menos ventava nessa praia era o local que ele me indicou.






Fiquei lá e dormi. Queria muito relaxar na praia, super vazia, silenciosa. Perfeita. A não ser o vento. Depois de umas 3 horas, comecei a ouvir uma movimentação na praia, abri os olhos, e eu tava rodeada de kitesurfers. Não tava entendendo nada, um monte de cara com uns trecos gigantes, cheios de linhas e uma prancha. Mas eram até que silenciosos. Fiquei olhando um pouco. Eu queria ir embora já, mas não dava pra passar no meio deles. Fiquei esperando um pouco. Aí quem aparece??? O doido! "Você ainda está aí?!" Falei que já estava indo embora, e ele disse que conseguiu recuperar a mochila mas teve que ligar na cia. de ônibus porque não achava o motorista do ônibus que estávamos. Aí ele esperou no ponto até ele voltar. Só comentei com ele: "Se fosse no Brasil você jamais veria sua mochila novamente".













Aí fui embora e peguei um puta trânsito na PCH. Nossa, parecia marginal Tietê. Demorei pra chegar. Cheguei no hostel e encontrei o canadense, falei que eu ia no Bubba Gump a noite, ele disse que também queria ir. Fui pro quarto e a espanhola tava lá sozinha. Ela sempre ficava olhando pro nada e quieta. Aí chamei ela pra ir no Bubba Gump também e ela topou. Ela chama Maria. E estava estudando pra prestar um concurso público em Madri, mas tinha que fazer uma tese, algo assim.






O Bubba Gump é um restaurante temático do filme Forrest Gump, especializado em camarão. Tem tudo de camarão. Eu e o canadense rachamos 2 pratos porque tínhamos o mesmo gosto. Pedimos um lanche que vinha tipo numa baguete com camarões empanados dentro e salada, e uma porção igual essa da foto acima. Tinha coco, não curti. Mas o lanche tava muito bom, e tomei um smoothie de frutas vermelhas, muito bom também. A espanhola quis tomar uma sopa. E água, porque é grátis.
E depois fiz a foto clássica na frente do restaurante no banco do Forrest. A comida é bem gostosa. Vale a pena ir.